Um título abre uma pergunta e situa a obra; ele não precisa resumir toda a experiência. Título é uma porta de entrada, não um resumo obrigatório. Ele deve funcionar na capa, no catálogo, na recomendação oral e junto do subtítulo ou descrição. Neste recorte, isso significa criar unidade sem apagar a identidade de cada parte.
A decisão específica
O trabalho aqui é criar unidade sem apagar a identidade de cada parte. A pergunta de controle é: O título abre a pergunta certa sem explicar demais nem depender da arte? Essa formulação impede que gosto pessoal ou acabamento visual substituam o teste no contexto real.
Roteiro de análise
- Identifique a imagem, conflito ou promessa que organiza a obra.
- Compare uma rota literal com uma evocativa.
- Teste miniatura, frase de recomendação e ordenação em catálogo.
- Pesquise obras homônimas e documente o grau de colisão aceitável.
Exemplo trabalhado
A série usa uma frase-base e episódios com imagens específicas do mesmo campo semântico.
Este cenário é didático e não representa cliente, pesquisa de mercado ou resultado garantido. A primeira evidência a registrar seria “hierarquia”, para que outra pessoa consiga revisar a decisão.
Critérios que precisam de evidência
- HierarquiaQue evidência mostra que “hierarquia” funciona no uso principal?
- TemporadaQue evidência mostra que “temporada” funciona no uso principal?
- EpisódioQue evidência mostra que “episódio” funciona no uso principal?
- CatálogoQue evidência mostra que “catálogo” funciona no uso principal?
Armadilha deste caso
Repetir a mesma estrutura até os títulos virarem números disfarçados. Se isso acontecer, volte ao objetivo e compare alternativas de estratégias realmente diferentes.
Folha de evidências